Pular navegação

Words to hurt.
Words to heal.
Words to mean.
Words to feel.
Words that hide.
Words that shout.
Words that echo.
Words that silence.
Words to embrace.
Words to distance.
Words to remind.
Words to efface.
Words that destroy.
Words that build.
Words that kill.
Words that save.
Words to blame.
Words to forgive.
Words…

Caí muitas vezes.
Levantei, cambaleei, caí de novo.
E cada vez que me levanto, sinto-me mais forte.
Cair faz parte, é importante.
Cairei muitas vezes ainda.
E me levantarei com muita força.
O processo será doloroso.
Não quero não sentir dor.
Utopia.
Serei dona da dor.
Muitas quedas e um longo caminho.
Mas hoje não. Hoje eu não cairei.
Hoje eu sou forte.
Hoje eu não me abalo.
Hoje eu não me deixo contaminar.
Hoje eu caminho confiante.
Hoje eu sou minha.

Em qualquer trajeto que faço pela cidade, usando qualquer meio de transporte – carro, bicicleta, pés, ônibus, metrô ou táxi (nunca ando de moto, nem de caminhão) – e qualquer que seja a duração da viagem, sempre tenho histórias para contar. Histórias de indignação, de nervoso, de tristeza e, ainda bem, histórias de alegria. Em sua maioria histórias de indignação e de tristeza. É são estas que servirão, aqui, de ilustração e suporte para minhas conclusões sobre a cidade.
Hoje, pela primeira vez em meses, cheguei ao trabalho de carro em 15 minutos. Surpreendentemente, um amigo levou 3 horas para fazer o percurso que dura 30 minutos. Bem, claro que a greve dos metroviários, um acidente e a suspensão do rodízio agravaram a situação. Mas, por que meu tempo no trânsito foi reduzido em três vezes? Sim, se eu saio de casa depois das 6h30 levo de 35 a 50 minutos para percorrer meus 5km. Andando eu faço em menos tempo. De bicicleta, em caminho 2km mais longo, pelo menos metade do tempo. As razões pelas quais eu não saio todos os dias a pé ou de bicicleta, apesar de terem relação com este texto, são assunto para outro post.
Voltemos à questão de meu tempo de viagem ser mais curto do que o normal e o de meu amigo muito mais longo. Refleti um pouco e me forcei a lembrar desde quando o trânsito é pesado para mim e o que havia de diferente hoje. Junto a isso, lembrei de várias histórias diretamente relacionadas ao ponto crítico: a inauguração da estação Butantã na linha amarela de metrô. Ela trouxe muitos benefícios, muitas vantagens – acesso rápido à região central, a linhas de maior abrangência. Na região houve muitas melhorias no comércio, algumas mãos de ruas trocadas para facilitar a entrada e saída de ônibus. A sinalização é clara – de mãos, de parada/ estacionamento proibido, por exemplo. Mas, com todas as aparentes melhorias o trânsito ficou caótico na Vital Brasil até o quarteirão do metrô. Entre uma acelerada e uma freada, ponho-me a observar o comportamento de todos ao redor. Basta um sujeito resolver parar o carro para o amigo/ parente descer na avenida em frente ao metrô para o motorista de trás fazer o mesmo ou decidir mudar para a faixa do meio, ultrapassar o estático e tentar, então, virar à direita. Enquanto isso, na transversal, um motorista de ônibus, para economizar tempo, passa no amarelo, cruza a avenida e… Opa, não cabia atrás do veículo a sua frente – também parado para um amigo/ familiar descer no metrô. Mas, tudo bem, é só metade de seu trambolho que fechou a passagem de outrem. Ainda para se juntar ao quadro um outro motorista, pensando também em chegar mais rápido a seu destino, decide passar pelo ônibus que travou sua frente pela pista da esquerda para fazer a curva à direita. Depois de o farol abrir e fechar algumas vezes com esta dinâmica de movimento, consigo passar para o quarteirão seguinte, onde (Surpresa!) não há tanto caos – exceto pelos motoristas que, da pista da esquerda, querem, como num passe de mágica passar para a da direita (três pistas para o lado e no cruzamento Francisco Morato/ Vital Brasil) para pegar a Marginal do Rio Pinheiros. Bem, a greve dos metroviários ou o medo de que as estações estivessem fechadas impediu muitos de pararem seus carros em local proibido permitindo, assim, que o trânsito fluisse melhor naquela região. Meu amigo não teve a mesma sorte…
Outras histórias desta semana incluem o quase-atropelo de dois pedestres a caminho do trabalho. Estava eu descendo a ponte Bernardo Goldfarb (aquela ao lado da Ponte Eusébio Matoso) a uns 40km/h, com o pé no freio (por sorte) quando, ao fazer a leve curva à esquerda para entrar na rua Butantã, vejo um pedestre – a caminho do trabalho provavelmente: de terno, gravata e pasta – entre duas faixas! Oras, o farol estava a 30 metros dele – e fechado para os carros – porque atravessar tão perigosamente? Se isso fosse tudo, não haveria tanta indignação. Não bastasse ele estar no meio das faixas, ele se punha a xingar os motoristas que não paravam, diminuíam e – pasmem – buzinavam. Oras, sorte dele que todos conseguimos, naquele momento, fazer o melhor: desviar. A outra pessoa que não perdeu a vida no trânsito ontem foi uma mocinha que atravessou na faixa de segurança. Corretíssima, os motoristas que parem, certo? Errado. Para que servia, então, o farol de pedestres bem à frente dela? Novamente, deu sorte de os motoristas terem diminuído, buzinado e desviado.
Ainda na linha dos infratores não motorizados, estão os ciclistas. Vejo vários todos os dias, seja no meu trajeto de carro ou de bike. Não há um dia sequer em que eu não veja duas coisas que me entristecem. A primeira são motoristas – na maioria profissionais (táxi e ônibus) – que não diminuem a velocidade, não mantém distância de segurança e se acham no direito de buzinar ou xingar o ciclista. A segunda, mais triste para mim, ciclistas que passam no farol vermelho, entram na contramão, apóiam-se nos carros para passar.
Bem, as histórias são muitas diariamente. É só observarmos o trânsito da cidade. E a conclusão a que chego todos os dias é a mesma faz tempo: a cidade não vai melhorar se tivermos mais transporte público de qualidade, a cidade não vai melhorar se houver mais ciclovias, a cidade não vai melhorar se deixarmos o carro em casa no dia do rodízio. A cidade não é o problema. O problema somos nós, os cidadãos. Reclama do governo? O governo somos nós. Se cada um de nós acha que tem mais direito porque está a pé, de bicicleta, de carro, de ônibus, de metrô, então é cada um por si. Não haverá civilização. Só o caos. Se cada um de nós acha que tem mais direito porque chegou antes, porque está com pressa, porque tem tal ou tal cargo, porque é filho de sei lá quem, então não somos um povo. Se cada um de nós acha que o outro deve esperar, que o outro tem que ser tolerante, que o outro está sempre errado, que o outro deve dar passagem, que o outro não tem direito de reclamar, então somos cegos.
Nada vai melhorar enquanto não houver mais educação, respeito, tolerância, gentileza. Não do outro. De cada um de nós. Quer só usufruir? Então não reclame da cidade, do estado, do país, do mundo. Quer ter direitos? Eles vem acompanhados de deveres. Quer viver numa cidade melhor? Faça sua parte. Quer que o outro aja certo? Dê o exemplo.

Silence…
Blanks that shall never be filled.
Questions that are meant to echo.
Admiration, care, need…
Feelings to hide.
Misinterpreted actions and words prevail.
Lies that destroyed beauty.
Assumptions that killed facts.
A present one longs for…
Silence.
So close, so distant.
Relentless peace.

Saudades… Sentimento que carrega emoção, carinho pelo que não existe mais ou pelo que está longe. Às vezes é só uma questão de ligar ou visitar alguém de quem gosto muito, às vezes não há o que fazer. Às vezes choro porque gostaria muito que aqueles que amo estivessem no meu presente, às vezes sorrio porque estiveram no meu passado. Mas raramente sinto saudades em silêncio. Ligo, escrevo e digo que estou com saudades. Ou olho para cima e só penso… E pronto, já expressei o que sinto. Amar é gostoso, não é para ser escondido. Acredito no mundo em que as pessoas expressam o gostar do outro, o sentir carinho pelo outro. E que não enxergam segundas intenções no simples fato de se ter carinho pelo outro.
Mas isso não pertence à sociedade em que vivo. Fui criada para ser mais racional, pensar nas leis básicas de ação e reação e no fato de que para tudo há uma razão lógica – ter noção e mais filtro, como dizem por aí. Mas tenho que admitir que vim com defeitos irreparáveis e sofri danos ainda piores durante estes anos todos. Dizer que está com saudades tem conotações múltiplas dependendo de quem lê ou ouve a mensagem. Ainda bem que recebo muito “eu também” sinceros – o que me dá força para continuar sendo “danificada” com muito orgulho. Mas já ouvi diversas respostas estranhas: “Você está bem?”, “O que quer de mim?”, “Saudades? Por quê?”… Sem contar as interpretações daqueles a quem a mensagem não foi diretamente endereçada. Aceitável é sentir saudades de alguém que morreu. Ou do marido. Ou da família que está longe. Se for de uma amiga, que seja da melhor, porque qualquer outra não deveria causar tanto impacto. Se for de um amigo, tudo está perdido! Há algo de estranho na relação, não deve ser só amigo. Se for de uma situação, um momento, a única explicação plausível é que você quer voltar no tempo e não superou a mudança, o avanço dos dias. E por aí vai.
Claro que adoraria ver todo mundo que amo regularmente, claro que adoraria trocar mais do que mensagens escritas… Obviamente amaria visitar todo mundo em todos os minutos livres. Mas isso não depende só da vontade das pessoas.
E quando digo que estou com saudades, só estou com saudades, só gosto de gostar… Gostar não é sofrer. Questionar o meu gostar é que me causa dor. Amo muito – verbo transitivo, sim, mas fortemente intransitivo – e não deixo para depois bradar o gostar que posso expressar hoje. Vivo no presente, mesmo com a saudade do ontem… Sou hoje grata pelos momentos proporcionados por aqueles que amo. E a saudade carrega tal gratidão. É uma saudade que clama por mais? Sim. Mas também uma saudade feliz. É triste saber que o mais acertado socialmente seria calá-la… Mas falta-me o medo para obedecer tal protocolo. Saudades…

I dreamed there was music.
You saw me.
I saw you.
You approached me.
You held my hand.
We danced for some minutes.
In silence.
The music stopped.
We walked away.
You looked me in the eyes.
And waved.
I smiled.
You smiled.
I woke up.

Abraço de energia.
Abraço de amor.
Abraço de amigo.
Abraço de olhar.
Abraço de palavras.
Abraço que encanta.
Abraço que conforta.
Abraço que satisfaz.
Abraço que sufoca.
Abraço que deseja.
Abraço para sorrir.
Abraço para pensar.
Abraço para ficar.
Abraço para dizer.
Abraço para responder.
Abraços…

Se eu morresse hoje, gostaria que cada uma das pessoas que chamei de amigo tivessem certeza do que isso significa para mim. E, como linguista, sei que as palavras tem significados diferentes para cada leitor, para cada ouvinte. É a realidade projetada. Não há certo ou errado, há o bom e o ruim e os dois modos de ler são perfeitamente possíveis aos olhos do leitor. Gostaria de doar os olhos de minha alma a todos os que tendem a ver mais erros do que acerto.
Com cada um dos meus amigos vivi uma história. Em sua intensidade peculiar. Por alguns morreria sem nem pestanejar, por outros haveria um limite. Pelo menos hoje, mas talvez não para sempre. Com alguns dividi somente alegrias, festas, danças, momentos felizes. Com outros discuti também. Alguns magoei. Sem querer. Outros afastei com minhas ações impensadas. Uns eu quis muito manter perto. Outros nem tanto. Uns me machucaram e voltaram para pedir perdão. Outros me machucaram e me impuseram a culpa. Uns aceitaram meu perdão por mancadas idiotas. Outros não. Uns não vejo há anos, mas sinto sempre. Outros vejo há pouco e amo imensamente.
Se eu morresse hoje, gostaria que cada uma das pessoas com quem me importei sorrissem por mim. Sorrissem porque me fizeram feliz. Sorrissem porque teriam a certeza de que os amei – muitos incondicionalmente. Gargalhassem porque conheceram meu lado mais espontâneo – o de desastrada, de doida e apaixonada pela vida. Sorrissem porque entendem que viver, para mim, é isso: é dividir com as pessoas que mais amamos os momentos que compõem nossa história. Momentos nem sempre lindos. Altos e baixos, erros e acertos, momentos importantes, pessoas importantes.
Se eu morresse hoje, gostaria que minha alminha subisse e eu pudesse ver todos os amigos que fiz lá em baixo sorrindo e gargalhando. Gostaria que os momentos tivessem valido a pena também para cada um deles. Gostaria que se orgulhassem também de momentos que partilhamos. Gostaria que ninguém chorasse de tristeza. De saudade, talvez. Sabemos que vamos todos morrer. Gostaria que todos entendessem que falar da morte não nos faz pessoas deprimidas. Tampouco deveria nos fazer triste. No mínimo deveria nos ajudar a ver que cada segundo importa. A espontaneidade de cada pessoa, cada sorriso, cada olhar, cada abraço, cada palavra, cada risada, cada dança nos faz quem somos.
Se eu morresse hoje gostaria que nenhum dos meus amigos tivesse brigado comigo porque me importo demais ou porque amo demais. Gostaria que todos tivessem entendido que coloco a felicidade de todos os que amo ao lado da minha porque só assim minha vida faz sentido. Gostaria que todos aceitassem que não gosto de me sentir egoísta, não gosto de ser feliz sozinha, não me serve de nada. Gostaria que todos compreendessem que, como muitos ressaltaram, eu aceito o diagnóstico de que não sou deste planeta. Gostaria que todas as memórias que guardo estivessem também presentes no sorriso de cada um de meus amigos com quem partilhei momentos.
Gostaria que todos soubessem que a vida é muito boa. É só escolher olhar para o lado que nos mostra a beleza. Há sempre um brilho, um sorriso, uma estrela, mesmo que estejam escondidos. Gostaria que todos soubessem que vivi destes sorrisos, colhi os sorrisos. Gostaria que todos sentissem a alegria, a mágica que é partilhar tanto com pessoas maravilhosas o tempo todo. Gostaria que todos soubessem que comer e dormir eram basicamente para eu viver muitos dias e poder, no auge do meu egoísmo, sorrir por ter tanta energia fortíssima de amigos que fiz.
Se eu morresse hoje, gostaria que todas pessoas que amo tivessem certeza de que eu realizei o sonho de viver porque cada um de vocês fez parte da minha história.

Muito falamos sobre o caos que é o trânsito em São Paulo, as melhorias que deveriam ser feitas, o quanto a malha metroviária deve crescer… Cada um de nós tem pelo menos uma ideia brilhante sobre o que se deve fazer para que não haja tanto congestionamento. Cada um de nós tem pelo menos uma crítica muito bem fundamentada a outro motorista/ motociclista/ ciclista/ pedestre. Cada um de nós – motorista, (moto)ciclista ou pedestre detém a razão e, muitas vezes, a prioridade. Cada um de nós se esquece, em dado momento, de que o mundo não gira ao redor do eu. Cada um de nós se esquece, pelo menos por um minuto, de que fazemos parte de um todo mais holístico que nossos umbigos.
Sou motorista, ciclista e pedestre em momentos diferentes no meu dia-a-dia. Paro para pedestres e ciclistas, sinalizo para os carros, não pedalo na contramão, atravesso na faixa de segurança – exceto quando em ruas sem movimento. Procuro agir dentro das leis e de maneira respeitosa ao invés de xingar, buzinar (aliás demorei a perceber que a buzina de meu carro não funcionava) e reclamar. Saio de casa com muita antecedência para evitar pressa ou atrasos. Estou muito longe de ser um exemplo de cidadã perfeita, mas sonhar alto faz bem e me ajuda a agir como gostaria que os outros agissem. De que adianta reclamar do outro se fizer igual em circunstâncias diferentes?
Ontem, pedalando pela cidade com uma amiga, respirei muito fundo para não reagir aos quase-atropelos ao longo da ciclofaixa. Assim como no trânsito habitual de veículos motorizados, havia ciclistas em ultrapassagens perigosas, em velocidade alta, parando no meio da via sem sinalizar, passando em faróis vermelhos… A situação apenas se agrava nas ruas durante a semana: juntam-se as buzinas de motociclistas, os ciclistas passando apertado por entre os carros – 1,5m de distância deve ser objetivo mútuo – quando não na contramão, motoristas profissionais – de ônibus, táxi ou caminhão – que possivelmente se julgam acima da lei e deixam de sinalizar, parar em farol vermelho, respeitar outros usuários das vias, pedestres correndo, motoristas buzinando, mudando de faixa sem sinalização – e ai daquele que sinalizar -, ultrapassando pela direita. Cada um destes cidadãos acreditando-se superior, dono da verdade e, em sua bolha xingando os outros. Raríssimos pedindo desculpas por alguma desatenção, agradecendo passagem, aguardando sua vez.
Mudar a perspectiva ajudou-me a entender meu eu no trânsito, quando o outro tem preferência, quando o outro tem razão, quando eu tenho preferência, quando eu tenho razão. O triste é perceber que o motorista que respeita outros cidadãos ou leis de trânsito durante a semana é o mesmo que, ao pedalar, torna-se mais dono da razão, orgulhoso de ser um ciclista e de não poluir aos domingos. Muda-se o meio de transporte, a essência do ser humano é a mesma. Há que se esperar comportamentos semelhantes – respeitosos ou não – quando as pessoas são as mesmas. O governo pode criar ciclofaixas para usarmos durante a semana, pode multiplicar a malha metroviária, pode inventar o teletransporte. Nada melhora se esperarmos do outro a mudança que deveria existir em nós mesmos. O individualismo que reina sobre nós não fará uma sociedade melhor. Enquanto cada eu não fizer parte de um todo, viveremos o caos.
É bastante simples e extremamente cômodo passar horas reclamando das atitudes alheias, xingando o outro e, o pior de tudo, ter sempre a famosa desculpa do trânsito para se atrasar, dia após dia, para diversos compromissos. O difícil é olhar um pouco mais para perto e se enxergar, analisar-se. Se cada um fizesse sua parte, o trânsito seria bem menos caótico. Mas, há que se querer a paz e não o caos para deixar de reclamar e, em pequenas atitudes, contribuir para um mundo que talvez não retribua, mas o sonho utópico e a satisfação pessoal ao inspirar outros valem a pena os pseudo-xingamentos: trouxa, ingênua, louca. Se isso tudo significa acreditar que nem tudo está perdido, assim seja.

“You’re crazy!”
Aren’t we all?
I don’t deny it, I embrace it.
Together with love.
Which only makes sense when we acknowledge hate.
But each one of us has the power
to let one or the other dominate within.
I throw flowers and let people throw thorns back.
Madness is the wish to learn not to care.
I’m responsible for what I throw.
For what I produce.
For what I do, say, think.
Whatever people understand belongs to their own world.
Judge others with whatever you have inside.
Selfishness: I try to make others’ turmoil into my peace.
It only makes more turmoil for all of us.
Each one chooses their path.
I choose peaceful turmoil.
For alone I do not exist.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Join 1.058 other followers